Um estudo que mede como o Brasil lê, escreve e compreende o mundo, revelando o quanto a formação se transforma em autonomia na vida cotidiana.
Um estudo que mede como o Brasil lê, escreve e compreende o mundo, revelando o quanto a formação se transforma em autonomia na vida cotidiana.
O alfabetismo funcional é a capacidade de compreender e usar informações escritas em situações reais do cotidiano.
No Brasil, conforme última edição da pesquisa realizada em 2024, até 30% de pessoas alfabetizadas ainda enfrentam o analfabetismo funcional — sabem ler e escrever, mas têm dificuldade para aplicar essas habilidades em tarefas simples, como interpretar ou criar um texto, fazer um cálculo ou usar ferramentas digitais.
O Inaf é uma pesquisa nacional recorrente que revela essa realidade para orientar políticas públicas e mobilizar esforços da sociedade na superação desse desafio.
O Inaf revela como o Brasil lê, escreve e interpreta informações para resolver problemas do cotidiano, ou seja, qual é o nível de alfabetismo funcional no país. Ele define níveis de alfabetismo e mostra sua distribuição na população, analisando variações entre grupos sociais, regiões, faixas etárias e contextos culturais.
O Inaf produziu uma série histórica consistente ao longo dos últimos 20 anos com 10 edições da pesquisa realizada. Os dados históricos mostram um salto relevante nos anos 2000-2010, e uma estagnação da melhoria no nível de alfabetismo na última década, mesmo a melhoria nos níveis da escolaridade formal no país.
O Inaf é realizado com intervalo de dois a quatro anos com uma amostra representativa da população brasileira de 15 a 64 anos, distribuída por regiões, municípios e perfis demográficos (sexo, idade, escolaridade e cor/raça). Essa estrutura garante a comparabilidade entre edições e o acompanhamento da evolução do alfabetismo funcional ao longo do tempo.
Ler maisAs entrevistas são presenciais e conduzidas por aplicadores treinados. O teste apresenta situações do cotidiano em diferentes graus de complexidade, além de um questionário sociodemográfico e educacional. Ele mede o domínio de quatro grupos de habilidades de processamento da informação escrita: Reconhecer e Decodificar, Localizar e Identificar, Compreender e Inferir e Avaliar e Refletir.
Ler maisOs resultados são analisados por meio da Teoria da Resposta ao Item (TRI), que estima o desempenho individual. Com base nessa análise, ada participante é classificado em um dos cinco níveis de alfabetismo funcional — Analfabeto, Rudimentar, Elementar, Intermediário ou Proficiente, refletindo o grau de autonomia na leitura, escrita e matemática.
Ler maisA partir da classificação da amostra, o Inaf constrói um panorama nacional, regional e sociodemográfico do alfabetismo funcional no país, revelando avanços, desigualdades e desafios que persistem no uso efetivo da leitura, da escrita e da matemática no cotidiano.
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“Antes, se eu queria escrever uma carta, tinha que pedir a uma pessoa. Hoje eu sei fazer meu nome, eu conheço as letras do meu nome todo e já estou conhecendo outras. Não sabia também o que era número e hoje eu sei.”
O INAF organiza as habilidades da população em cinco níveis. Eles expressam a diversidade de competências presentes no país, da dificuldade total de leitura à capacidade plena de compreender e usar informações complexas.
Não consegue usar a leitura ou escrita de forma funcional; decodifica palavras ou números familiares, mas tem grande dificuldade com tarefas simples.
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Consegue ler palavras e frases simples, mas tem dificuldade para compreender textos curtos ou realizar operações básicas do dia a dia.
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Lê e entende textos breves e instruções simples; realiza cálculos básicos, mas encontra limites diante de informações mais complexas.
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Compreende textos e representações gráficas; interpreta informações e resolve problemas simples usando leitura, escrita e matemática.
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Lê, escreve e interpreta com autonomia; analisa argumentos, integra informações e aplica o conhecimento em diferentes contextos.
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Nesta seção, você encontra artigos de opinião, podcasts e textos analíticos que debatem os recortes temáticos produzidos com base nos resultados do Inaf.
Superar o analfabetismo funcional exige uma ação integrada e contínua. O INAF atua como ponto de encontro entre pesquisa, prática e mobilização, conectando dados, políticas e pessoas para transformar a realidade educacional do país.
O INAF transforma dados em caminhos para a mudança. As evidências geradas orientam políticas públicas e iniciativas que ampliam o direito de aprender em todas as idades.
A proposta é fortalecer a educação de jovens e adultos, integrar alfabetização e inclusão digital, e inspirar práticas que unam escola, trabalho e cidadania. Com base em dados confiáveis, o INAF convida governos, organizações e empresas a agir juntos por uma sociedade verdadeiramente alfabetizada.
Saiba maisCriado pela Ação Educativa em parceria com a Conhecimento Social, o INAF acompanha há mais de duas décadas o nível de alfabetismo da população brasileira.
O projeto reúne especialistas e instituições que acreditam que medir é também transformar: compreender as dificuldades é o primeiro passo para superá-las. Ao revelar como o Brasil lê, escreve e usa informações — inclusive no ambiente digital, o INAF reafirma o direito de todos a participar plenamente da vida social.
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